5 de set de 2014

Caridade!

Caridade!

Hoje, acordei cansado, pois no decorrer dessa semana estava envolvido com muitas atividades, entre elas, vida familiar, trabalho, aula que ministro no curso de curimba três vezes na semana, um novo curso que recentemente entrei e os preparativos para o festival de curimba, organização, ensaios e etc.

Em direção ao trabalho, nesta manhã de sexta-feira (05.09.14), o transito matinal e intenso se fez presente mais uma vez em plena Marginal Tietê, uma fila interminável de carros trocavam de faixa e quando esse movimento acontece, infelizmente a certeza nos alcança, mais um acidente com moto. Ao perceber e se aproximar do acidente dois motoqueiros desavisados e estressados com a minha manobra, golpeiam o retrovisor direito do meu carro. Fiquei fora de si e esbravejei, imediatamente sou acalmado pelos conselhos serenos e sensatos de minha esposa. Passado o ocorrido e de cabeça fria, minha corona termina no terminal rodoviário do Tietê, onde acesso o metro em direção ao centro da cidade de São Paulo, no bairro da Sé.

Dirigindo-me a saída do metro, procuro costumeiro estabelecimento comercial onde faço a primeira refeição do dia, café com leite e pão na chapa. Durante o trajeto uma voz clamava provérbios da bíblia. Em alto e bom som um senhor de idade avançada, bem notado, vistos seus cabelos totalmente brancos, andava de um lado a outro e movido pela fé, pregava algumas palavras em desordem, pois me esforçava para entender o que dizia e nada compreendia. Reduzi os passos afim de entender suas palavras, mas nitidamente nada aconteceu. Depois e bem mais próximo do pastor, algo inesperado acontece, um morador de rua segurando seus pertencentes num saco preto de lixo, sussurra duas ou três palavras ao pastor e inclina cabeça em sua direção. O pastor coloca a mão direita em sua coroa e pergunta seu nome; - Marcos. Responde o morador. Posteriormente o pastor inicia fervorosa e emocionante oração, envolvendo Marcos e um transe de paz e raios de luzes emanados do Sol que anunciavam a todos a presença de um novo dia. Notei alivio sentido por Marcos. Sem pestanejar o pastor amparou e isso revitalizou minha mente e corpo, fazendo daquela manhã uma das melhores que já tive a muito tempo.

Esquecido da raiva pelos excessos dos motoqueiros e inúmeros compromissos semanais. Termino minha sexta-feira, dividindo essa passagem singela. Testemunhar um amor fraternal e sem compromisso é sem dúvida gratificante e inspirador.

Sou fã número um de pessoas que dedicam-se incondicional ao próximo, seja ela pertencente a qualquer religião. O que fica é esse bom exemplo, sempre bem alertado em todas as giras, lembrados pelos nossos guias e orientadores espirituais.

Onde a verdadeira caridade está em fazer o bem sem olhar a quem....

Como já dizia Tia Maria.


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